What is an In-House Watch Movement?

O que é um Movimento In-House num Relógio?

O que é um Movimento “In-House” e Porque É que Importa no Mundo da Relojoaria?

No universo da relojoaria, o termo “movimento in-house” surge com frequência—visto como um sinal de qualidade e prestígio. Mas o que significa realmente? Porque é importante e será que interessa mesmo a todos os compradores de relógios? Se já pesquisou sobre relógios mecânicos, é provável que tenha encontrado este conceito e se questionado se vale a pena pagar mais por um relógio com movimento in-house. Neste artigo explicamos o que significa “in-house”, porque é que esses relógios tendem a ser mais caros, e o que isso representa na prática para o proprietário de um relógio.

O Que Significa “Movimento In-House”?

Um movimento ou calibre “in-house” refere-se, de forma geral, a um mecanismo desenvolvido e concebido pela própria marca—ou, no caso de grupos industriais, por uma fábrica partilhada entre as marcas do grupo. O ponto essencial é que a marca controla o design e construção do movimento, embora muitos fabricantes continuem a utilizar componentes de fornecedores externos (como molas, rubis ou volantes). A indústria não exige independência total; o foco está no desenvolvimento do movimento essencial e certas funcionalidades exclusivas.

Em contraste, muitas marcas utilizam movimentos “comprados” a fabricantes reconhecidos como ETA (Swatch Group), Miyota (Citizen), Seiko Instruments, entre outros—mecanismos fiáveis, amplamente usados e testados, mas que não oferecem a exclusividade nem o design original de uma criação in-house.

Historicamente, o desenvolvimento in-house tem sido um sinal de ambição e independência. A capacidade de criar soluções originais reforça a força, inovação e confiança da marca.

Porque São os Movimentos In-House Geralmente Mais Caros?

Existem várias razões pelas quais os relógios com movimentos in-house são conhecidos por serem mais caros e exclusivos:

  • Controlo de qualidade: Uma marca que desenvolve e monta (pelo menos as partes principais) do seu movimento tem maior controlo sobre cada etapa, o que se traduz em estabilidade e longevidade do produto.
  • Inovação: O desenvolvimento in-house permite experimentar soluções avançadas, espirais sofisticadas ou sistemas de corda únicos.
  • Identidade da marca: Relógios com movimentos proprietários são muitas vezes vistos como mais autênticos, simbolizando uma tradição relojoeira mais rica, do ponto de vista da engenharia e do design.

O Movimento In-House É Sempre a Melhor Escolha?

Por outro lado, o in-house nem sempre é a melhor opção para todos:

  • Assistência e manutenção: Calibres in-house raros podem ser mais difíceis e caros de manter, enquanto movimentos “comprados” facilitam encontrar técnicos especializados e peças de substituição.
  • Relação qualidade/preço: Em segmentos de preço médio e baixo, um relógio com movimento comprado pode oferecer excelente fiabilidade sem o custo adicional da exclusividade.
  • Nem sempre superior: Algumas soluções in-house não são necessariamente tecnicamente superiores a calibres industriais consagrados—o seu destaque está muitas vezes na exclusividade e imagem de marca, e não na superioridade técnica absoluta.

Movimentos In-House nos Relógios da Nossa Loja

Como loja online com uma oferta diversificada, temos à disposição:

  • Tissot: O calibre Powermatic 80 é um exemplo de movimento industrial desenvolvido dentro do Swatch Group e baseado num movimento ETA modificado—não é um “in-house” no sentido mais rigoroso, mas oferece uma reserva de marcha alargada e execução reconhecível.
  • Longines: Utiliza versões exclusivas de movimentos ETA dentro do grupo, oferecendo fiabilidade elevada e um certo grau de originalidade, embora não se trate de in-house em sentido estrito.
  • Nomos: Reconhecida como “especialista in-house”, desenvolve, monta e finaliza praticamente todas as partes principais dos seus calibres internamente.

Por outro lado, grandes marcas japonesas (Seiko, Citizen, Casio) produzem geralmente os seus movimentos in-house e em grande escala. Cada uma tem modelos próprios “in-house”, incluindo linhas de luxo como a Grand Seiko e modelos premium da Citizen, cobrindo o espectro completo, desde produtos de grande consumo até peças de alto prestígio in-house.

O Que Deve o Comprador Ter em Conta?

“In-house” é um conceito relevante para quem valoriza inovação, exclusividade e tradição relojoeira. No entanto, não é o único critério. Um relógio com movimento fiável e amplamente disponível—sobretudo se for uma plataforma industrial comprovada—pode ser frequentemente uma escolha prática e sensata.

A decisão final deve corresponder aos seus desejos, orçamento e necessidades reais de manutenção. Se procura autenticidade na engenharia, escolha um movimento in-house. Se valoriza fiabilidade e facilidade de assistência, os calibres industriais comprovados serão muitas vezes a melhor opção—sem comprometer a funcionalidade do dia a dia.

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